Sabe aquela hora em que olhamos para nossa carreira e achamos que tem algo errado? A empresa é boa, o trabalho é legal, o salário está bacana, mas…ah, o grande “MAS”!

O “mas” que nos assombra. Que aparece naqueles momentos em que relaxamos um pouco, nos momentos em que saímos da correria. Quando aquele amigo pergunta: “E aí? Tudo bem lá naquela empresa maravilhosa?“ e você responde: “Tudo ótimo.” Só para não passar a imagem de desmotivado ou de um maluco que quer pedir demissão daquela empresa desejada por nove entre dez profissionais.

Muitos dos meus clientes de Coaching me procuram exatamente neste momento do “mas”. Muitos estão à beira de pedir demissão, procurar outro trabalho, o que na maioria das vezes não é a solução mágica. O fato concreto é: não se sentem mais engajados com a empresa ou com o trabalho atual.

Todas as organizações andam à procura de profissionais engajados. Estar engajado significa que você olha para a empresa e o trabalho que faz com olhos de futuro. Que compartilha dos mesmos valores dela e quer colocar seus talentos a serviço da visão que ela tem e que bate com a sua. Estar engajado significa que você acredita que é nesta empresa que sua realização profissional vai acontecer. Ou pelo menos, que estar nesta empresa hoje contribui para seu projeto de carreira. Significa que você quer que ela tenha sucesso para você poder fazer parte dele.

Estar engajado nos dá energia, nos dá alegria em fazer parte, nos impulsiona a entregar o que temos de melhor. Mas como voltar a se sentir assim? Primeiro é preciso um trabalho de investigação.

Muitas vezes, o que incomoda é que o trabalho está consumindo quase a totalidade de sua energia e não está sobrando nada para aquilo que recarrega suas baterias, como por exemplo, estar com a família, curtir os filhos, viajar, passear, curtir seus passatempos ou seja lá o que for. A vida parece desequilibrada. Só trabalho e nada mais. Às vezes é uma sensação de não estar utilizando todas as suas competências e potencial, de estar produzindo abaixo do que poderia. Ou de estar insatisfeito com os resultados que vem obtendo. Outras vezes, há um descompasso entre seus sonhos e o que vem fazendo hoje, ou um desalinhamento entre os seus princípios e aquilo que é obrigado a fazer. Ou ainda uma falta de clareza sobre o futuro.

Para ajudar os profissionais a saírem deste mal estar e encontrarem nova motivação para sua carreira existem algumas ferramentas importantes. A mais eficaz que conheço é o processo de Planejamento de Carreira que, associado ao Coaching, oferece uma oportunidade única de investigação e definição do novo caminho a ser seguido.

Na fase de investigação, primeiro é necessário descobrir o que é que está “pegando”. De onde pode estar vindo a insatisfação. Na sequência, você precisa descobrir qual é seu propósito maior, o que o motiva realmente, quais são seus valores, que tipo de vida quer ter, quais são suas reais competências e o tamanho de seu potencial.

Apenas depois desta etapa é que se pode começar a pensar em desenhar os novos objetivos de carreira e um plano para chegar lá, o que pode até significar mudar do lugar onde você está. Ou não. As vezes precisamos apenas ajustar o foco, só isso.

Ao final do processo do Planejamento de Carreira o profissional terá uma visão mais clara de seus propósitos de vida, seus sonhos e suas metas. Terá reconhecido seus valores, seu potencial, suas competências e também aquelas crenças ou limitações que emperram seu crescimento, assim como as ferramentas para se livrar delas. Terá descoberto onde pode chegar, se quiser, e saberá priorizar as mudanças e ações que escolher fazer para tornar-se quem deseja ser.

Mais do que tudo, poderá estar em paz com suas escolhas e plenamente engajado em seu próprio projeto de futuro. Projeto só seu, particular, pelo qual assumirá inteira responsabilidade de fazer acontecer. E estará pronto para a reinvenção de si mesmo.