Muitos empresários e gestores ainda acreditam que os colaboradores não precisam estar entusiasmados com seu trabalho, que o importante é que cumpram suas obrigações, mesmo que estejam infelizes. Felicidade no trabalho?   “Ah, isso é coisa de gente sonhadora, de gente que não gosta de trabalhar e acha que a empresa é local de lazer”. Quem ainda pensa assim deveria estudar melhor o assunto. Pesquisa recente da Towes Watson descobriu que empresas com um alto nível de engajamento entre seus empregados têm margens maiores de lucro do que aquelas com níveis baixos. (veja a pesquisa completa aqui) A última pesquisa da Gallup já havia mostrado que somente 30% dos americanos são entusiasmados com seu trabalho. (O quadro global é ainda pior: a pesquisa concluiu que somente 13% dos assalariados do mundo definem a si mesmos como engajados). Mostrou ainda que os trabalhadores ativamente desengajados custam aos Estados Unidos cerca de $450 bilhões por ano com absenteísmo, turnover, problemas de qualidade nos produtos e baixa produtividade. Mas o que exatamente leva ao engajamento? Segundo a Towers Watson, são 3 os principais fatores:

  1. Conexão com a empresa
  2. Condições de trabalho que suportem e favoreçam a performance individual
  3. Um ambiente saudável que permita o bem estar físico, interpessoal e emocional

O desengajamento, portanto, estaria ligado a uma sensação de desalinhamento com os valores e rumos da empresa, a situações que impeçam o indivíduo de produzir o seu melhor e a um ambiente nocivo ao bem estar físico e emocional das pessoas, e no qual os relacionamentos sejam fonte permanente de desgaste e estresse. A infelicidade no trabalho cobra um preço enorme dos indivíduos, mas tem também um custo social alto, porque é fato que pessoas infelizes e desmotivadas estão mais sujeitas a problemas de saúde, a acidentes e a situações familiares desastrosas. Se tudo o que foi dito até aqui não foi suficiente para convencer alguns da relevância da felicidade no trabalho, encerro com uma constatação importantíssima do Great Place to Work, instituto que criou a metodologia de pesquisa das Melhores Empresas para se Trabalhar: empresas onde os funcionários estão felizes têm metade do turnover voluntário (pessoas que pedem demissão) das demais num mesmo mercado. Num tempo em que encontrar e preservar talentos virou o desafio mais amplamente declarado pelas empresas, será que cuidar desta questão é algo tão absurdo assim? Que tal levar a felicidade no trabalho mais a sério?