Hoje me deparei no Facebook com um texto do Jeff Foster sobre este momento e compartilho abaixo uma parte dele, que traduzi livremente.

Iremos aprender a encarar a nós mesmos.

Nenhum lugar para correr. Nenhum lugar para se esconder. Nenhum lugar para ir a não ser para dentro.

Uma sagrada quarentena.

Vamos encarar nosso tédio.

Nosso desassossego.

Aquela parte de nós que quer estar em algum outro lugar, com alguma outra pessoa, fazendo alguma outra coisa, tendo alguma outra experiência, em algum outro agora, vivendo uma outra vida.

Iremos desapegar do maravilhoso futuro que tínhamos planejado. Deixar o futuro fantasioso morrer, liberá-lo e chorá-lo.

Iremos retornar para a solidez e aconchego do presente. Faremos do presente nosso lar.

Começaremos de novo aqui, a construir uma nova casa sobre novo solo.

Estranho, a princípio. Mas cheio de possibilidades.

Mais lento, mais gentil, mais quieto.

Meus alunos de Mindfulness sabem bem do que ele está falando. Nós todos, criaturas desta época maravilhosa, mas também insana, vamos sofrer por ficar em casa, talvez pensando: “Mas, como assim? Eu, com tanta coisa para fazer, aqui parado?”.

Vamos precisar de outro paradigma para encarar isso.

Este pode ser um tempo precioso para fazermos um detox na vida. Como naqueles programas de tv em que um especialista ajuda o dono da casa a jogar coisas inúteis fora, consertar o que está quebrado e organizar as prateleiras.

Quantas coisas talvez continuamos a fazer por pura inércia ou porque não tivemos tempo de parar para pensar? Quantas coisas estivemos fazendo da mesma maneira por anos a fio por puro hábito? Quantas coisas das quais já nem gostamos tanto, continuamos a fazer porque ficaria chato dizer não?

Talvez este recolhimento forçado possa servir como o impulso que faltava para começar a escolher melhor o que realmente faz sentido, caso seja do seu desejo. Desejo este que talvez tenha, até agora, ficado inconfesso para não parecer esquisito.

Quarentena, quaresma, 40 dias no deserto…Mesmo não sendo uma católica praticante, sempre achei o ritual da quaresma interessante. Um tempo de pausa, de reflexão, de oportunidade de transformação. 

Postergados estão meus workshops e treinamentos em grupo. Atendimentos individuais seguindo por Skype. Que vou fazer com meu precioso tempo livre? Conversar por telefone, como antigamente, sem os recadinhos rápidos no WhatsApp. Ler, pensar, fazer tudo com mais atenção. Se tudo correr bem, quero fazer faxina. No trabalho, na casa, na mente, na vida. E testar novas ideias, novas possibilidades.

Porque tudo isso vai passar e quando passar pode ser que tudo tenha se tornado melhor.

Autor: Ana Marchi

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